
Como todo mundo já sabe, o Big Brother Brasil é um programa idealizado pela produtora holandesa Endemol, que já exportou com sucesso esse formato inovador para diversos países. Contudo, o que muita gente não sabe é que o formato sofre adequações de acordo com o país que está sendo transmitido. E uma das características mais notáveis dessas mudanças certamente está na identidade visual, que inclui principalmente a abertura e marca gráfica.
No Brasil, Hans Donner e a equipe de criação se limitaram a reproduzir o mesmo logotipo estabelecido pela Endemol. Claro, com algumas alterações, como o aspecto metalizado e a utilização de uma câmera no lugar de umas das letras “O”. E na abertura, o que pode ser visto é somente uma apresentação, sem muitas abordagens gráficas, em torno dos participantes.
Porém, se fizermos uma viagem pelas versões do Big Brother ao redor do mundo, podemos perceber como alguns países desenvolveram suas identidades de maneiras completamente diferenciadas. Obviamente, alguns símbolos em comum não deixaram de ser utilizados com frequencia, como estilizações diversas de olhos, de câmeras e até mesmo da própria casa. Mas em alguns casos, podemos notar até certa ousadia, em se tratando de um programa com contornos bem populares. Muitas vezes, trazendo soluções muito interessantes.
E para começar, iremos abordar a evolução visual das temporadas do Big Brother australiano, desde 2001 até 2008.
O Big Brother Australia, transmitido pelo Ten, iniciou em 2001, com uma abertura que mostrava, com linguagem rápida, caótica e emocionante, como funcionava o programa, desde as regras até o funcionamento e a estrutura técnica por trás das câmeras. No ano seguinte, repetiu-se a abertura, mas a partir de 2003, ela foi modificada completamente.

No entanto, continuou-se com uma explicação quase didática de como funciona o programa, mas de uma forma bem mais surpreendente. Todos os “personagens” da atração foram transformados em bonequinhos de Lego, em um cenário em perspectiva, minimalista e cercado de cores fortes e vibrantes. Toda essa estética nos leva acreditar que o público-alvo da atração, ao contrário do Brasil, é direcionado a um público exclusivamente mais jovem. Contudo, após uma segunda reflexão, outra ideia pode ser tirada. A ideia de que no programa, as pessoas são meros brinquedos que podem ser manipulados e vistos, tudo com o intuito do entretenimento. Após seguidas repaginadas, em 2006, a identidade mudou outra vez. As cores chapadas são substituídas por muitos brilhos e luzes. Mas o conceito do “brinquedo” continuou, mas de um modo mais contemporâneo. Os “Legos” são trocados por bonecos similares aqueles encontrados nos famosos games de simulação como “The Sims” e “Second Life”, que tratam as questões da manipulação e interação com mais intensidade.
Confira aqui uma montagem com todas as aberturas e abaixo uma galeria de imagens com algumas delas.
Ficha Técnica
Ano: 2001 a 2008
Canal: Ten
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